ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2012 - ALEGRIA, RS

Democracia Participativa e Solidária Nas Pequenas Comunidades
           
            As pequenas comunidades são locais onde se pode exercer a cidadania e a participação de forma aprofundada e eficiente, pois quanto menor o grupo social, mais viável se torna na prática compartilhar as idéias e as decisões. Os integrantes se encontram perto do centro das decisões e têm uma visão do todo, o que viabiliza a busca conjunta da solução dos problemas.
         Os nossos pequenos municípios, que na prática são pequenas comunidades, não têm de uma forma geral, aberto em suas administrações, canais que permitam uma participação dos seus cidadãos, além daquela oficializada através dos vários conselhos municipais que nem sempre exercem bem o seu papel, geralmente pela falta de conscientização e preparo dos integrantes para exercer as funções. 
         É preciso, portanto que sejam escolhidos administradores, pessoas com vocação para aceitar e até estimular a participação coletiva e democrática na tomada das decisões. No Brasil, historicamente temos tido dificuldade para nos unirmos, para somarmos esforços. Temos uma cultura individualista. Aprendemos a conviver pacificamente com diferenças de toda a ordem, raças, credos, posições sociais. Somos uma sociedade plural e tolerante o que não deixa de ser uma grande virtude, porém precisamos aprender a unir os esforços na busca das soluções. Falta-nos a força da união.
         Uma das dificuldades para conseguir que as pessoas se unam em torno das causas comuns, são os assim chamados “rachas”, causados pelas disputas políticas, cujas campanhas não são feitas em cima de propostas discutidas e elaboradas junto com a comunidade e sim no jogo de interesse pelo poder e nos ataques pessoais. A campanha se transforma numa verdadeira guerra e no pós-eleição sobra o que se poderia chamar de “escombros” da batalha, resultando numa comunidade pequena e totalmente dividida, setorizada por cores partidárias com instituições e entidades fragilizadas. A disputa política não acaba com a eleição e passa a ser permanente, velada, ou descaradamente em entidades e instituições que absolutamente deveriam estar acima desse embate.
         É notório como a união e a soma dos esforços, facilita a busca das soluções, resultando em benefícios e melhorias na vida das pessoas.  Precisamos avançar para um amadurecimento da classe política juntamente com os cidadãos conscientes e auto-determinados para que possamos cada vez mais praticar a participação popular e o controle social das instituições e órgãos governamentais bem como o planejamento e discussão conjuntas das metas a serem atingidas.
         Agora com as discussões em torno das mudanças climáticas da terra, torna-se ainda mais urgente que o planeta passe a comporta-se como uma grande aldeia e os povos passem a pensar e agir conjuntamente. Como poderemos fazer isto se não participamos e não chegamos a um consenso nem nas discussões dos problemas do nosso bairro! Teremos que aprender a fazer isto rapidamente, sob pena de continuarmos sofrendo as mazelas provocadas pela desunião e vamos começar por aqui, pelas nossas pequenas comunidades!


         Alegria, 29 de março de 2011

         Orlando Vanin Trage