Em nosso município, já existe de forma clara alguns postulantes a candidatos a prefeito e inclusive a movimentação discreta de pretendentes as candidaturas à vice-prefeitos e vereadores. Os partidos políticos, responsáveis por apresentar a população os nomes dos concorrentes, já começam também a preocupar-se com o trabalho que terão pela frente de fazer contatos e organizar as nominatas próprias, ou negociar coligações com outros partidos.
Um município não deve ser administrado pela vontade de uma única pessoa, por mais bem intencionada que ela possa ser. Nos municípios, onde uma grande parcela da população tem uma visão do conjunto, a participação popular é fundamental, podendo resultar numa proposta que contemple realmente os problemas e as possíveis soluções. Desde 1988, estamos em época de democracia participativa e, portanto, é preciso que os compromissos sejam assumidos de acordo com os interesses da maioria da população.
O objetivo maior da política deve ser a realização do bem comum e as diferenças existentes entre esta ou aquela agremiação partidária não deveriam impedir isto. Todo o homem público deve possuir vocação para aceitar a ingerência popular na administração. As boas idéias devem ser sempre valorizadas, independe da corrente doutrinária que a gerou e, o prefeito precisa ser um líder capaz de unir tendências, resolvendo os conflitos de interesses com sabedoria, ouvindo as deliberações dos Conselhos de Cidadãos, indo sempre além das vontades ou vaidades pessoais na busca de uma possível unidade. Unidade esta que, dificilmente significará homogeneidade. Unidade se constrói com respeito à diversidade, à pluralidade.
Outro fato importante na escolha do prefeito é que ele precisa ter uma visão macro-regional para a solução dos problemas do seu município, uma vez que as dificuldades das comunas vizinhas afetam a todos, havendo necessidades que precisam de ações conjuntas, devendo as políticas, estadual e federal, caminhar na mesma direção de forma articulada.
Atualmente, entendo que os candidatos devem ter projetos claros e realistas com metas de governo das mais transparentes possíveis, estabelecidas junto com a população, pois o debate político em torno delas deverá ser o eixo central da campanha. Não devemos aceitar pretendentes a cargos públicos sem plano de governo, que pretendam eleger-se com fofocas da vida pessoal e familiar dos candidatos adversários, ou, em cima de campanhas com grandes somas de dinheiro.
Os candidatos devem ser honestos e competentes, isto é primordial! Precisam igualmente ter compromissos muito sérios com o combate ao empreguismo político, favorecendo a eficiência da máquina administrativa através da integração de secretarias e do planejamento estratégico, de forma a possibilitar o desenvolvimento conjunto. Este só se dará com o diagnóstico seguro dos nossos problemas e das nossas potencialidades, através do estabelecimento de metas, criatividade e muito trabalho.
A escolha dos candidatos é responsabilidade única e exclusiva dos partidos políticos, portando os próximos meses requerem muita reflexão para que escolham com consciência. O povo merece ter opções que lhe permitam sonhar com melhores dias!
Orlando Vanin Trage
Cirurgião-dentista